A palavra do comodoro do Cruzeiro Costa Nordeste 2013


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Recebi do comandante Érico Amorim, comodoro da flotilha do Cruzeiro Costa Nordeste 2013, o relato do que foi o Cruzeiro. Já era para ter postado o texto há vários dias, mas infelizmente a internet não tem me dado vida boa. Agradeço ao comandante Érico, que hoje, 07/02, nos deu o prazer da sua visita em Salvador/BA, para um dia de bons papos. 

SEGUNDO CRUZEIRO COSTA NORDESTE
Um texto de Érico Amorim

Como participantes do cruzeiro, saímos de Natal na tarde de sábado, 05 de janeiro de 2013 com destino a João Pessoa. Éramos 3 barcos: Timshel, Musa e Sumerpack. O Avoante e o Proteus saíram em data posterior. Esta era a segunda edição do Cruzeiro Costa Nordeste que envolveu 10 barcos. Nessa data em que saímos, os ventos estavam ótimos, tanto em intensidade como em direção; aquele leste de 12 nós, desejo de todo navegador no trecho Natal, João Pessoa e Recife. Chegamos felizes a João Pessoa e tivemos nossa primeira decepção: Ninguém de lá aderiu ao cruzeiro. Para compensar, tivemos uma boa acolhida por parte do Peter, proprietário do Centro Náutico Jacaré. A passagem por João Pessoa, no entanto, ficará em nossa memória por muito tempo, graças ao Maurício, motorista de táxi que nos atendeu enquanto lá estivemos (homem de pequena estatura para uma dignidade tão grande). Ficamos em Jacaré o domingo e a segunda-feira, na tarde de terça-feira tomamos o rumo de Recife. Mais uma navegada em noite estrelada, sem dar bordos e de olho no GPS para não ficar além da longitude dos 34º 45′, que nos livra dos recifes traiçoeiros de Ponta de Pedras (cidade que mudou o nome para Pontas de Pedra, vê lá quanta diferença). Lá ficaram, tragados pelas pedras, os nossos conhecidos barcos Cangaceiro e Cigano. O dia amanheceu com o farol de Olinda acolhendo o Timshel e a Musa que entraram lado a lado e ficaram fundeados no PIC (Pernambuco Iate Clube). Em Recife o cruzeiro teve uma adesão maciça dos catamarãs, liderados pelo Biné, do catamarã Frevo e do famoso RESGATE, do comandante JP(João Paulo Lins e Melo, comodoro por demais conhecido). Lá no Cabanga Iate Clube tive o primeiro evento festivo,  jantar que reuniu os comandantes e seus familiares. Então na sexta-feira, à tarde, saímos todos em direção a bela praia de Maragogi, onde cruzamos sua entrada ao raiar do dia, no sábado, 12.01.2013. Abro aqui parênteses para a natureza, que vinha sendo nossa amiga até sexta-feira, 11 de janeiro, mas que durante todo sábado e domingo castigou a todos com um vendaval desalmado, sem dó nem piedade: Tanto os que estavam fundeados como aqueles que ainda estavam no mar. Esse vendaval esvaziou nosso jantar em Maragogi, no restaurante Frutos do Mar, pois quem conhecia a região procurou abrigo em fundeio mais seguro. Na segunda-feira o mar voltou ao normal. O Timshel (Cte.Ronaldo) já havia saído no domingo, mesmo debaixo da maior pauleira, com destino a Maceió e a Musa levantou âncora com destino ao Forte Orange. O Resgate ficou lá no fundeio com duas âncoras. Essa ideia de ter uma confraternização náutica tipicamente nordestina, foi do famoso navegador Maurício de Castro, incentivador e criador da regata Recife-Fernando de Noronha. Nós de Natal apenas simplificamos a ideia. Para quem tem barco e gosta de navegar, o nordeste do Brasil é um paraíso de novembro a março e a ideia do Cruzeiro é apenas um incentivo a mais. Por mais de 10 anos seguidos participei da maravilhosa regata Maragogi-Maceió que há uns 5 anos não mais existe. Não sei se pela idade (era apenas um boy com 50 anos de idade) ou pelo prazer de navegar, vivi, bebi e enchi os olhos no verde-azul daquele mar. O fundeio em Maragogi, sob os caprichos hostis da natureza, parece ter sido um aviso para que abandonemos aquela praia como destino de qualquer evento náutico. Em todos esses anos em que fundeei ali nunca tinha visto nada igual. E olhe que este mês de janeiro tem sido um sonho para qualquer navegador com exceção apenas daqueles dois dias. Foi uma pena muito grande a ausência do pessoal de Maceió, o que talvez tenha contribuído para não finalizarmos o cruzeiro na Federação Alagoana, como havíamos inicialmente programado. Aproveitando o ensejo, saí de Maragogi direto para a barra do Forte Orange e amarrei a Musa nos coqueiros da casa do Elder Monteiro, o que foi uma maravilha, e já tenho a sugestão de incluir o Porto Vasco como parada obrigatória do próximo Cruzeiro.

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2 Respostas para “A palavra do comodoro do Cruzeiro Costa Nordeste 2013

  1. wilson chinali jr

    Não pude estar no CCN 2ª ed; participei apenas da perna Joao Pessoa-PB/Recife-PE, porem, posteriormente fui ate Salvador-BA com minha familia, navegar na Bahia de Todos os Santos, com Nelson e Lucia no Avoante, no período de 02 à 08/fev, eu, Cassia e o pequeno Vinícius, foi uma verdadeira aula de navegação e vela do comandante Nelson, e uma hospedagem magnifica proporcionada por Lucia a minha familia, sete dias de puro prazer e natureza à bordo do Avoante! Já estamos com saudades e recomendamos a todos embarcarem no mesmo rítimo de vela, natureza e gastronomia com as comidinhas maravilhosas de Lucia no Avoante. Um abraço e até a volta. Wilson&Cassia.

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  2. Bom, eu, de minha parte, espero que seja incluída esta parada no Forte Orange para a próxima edição do CCN pois, só assim, poderei participar do mesmo, na “perna” Pilar-Barra do Forte, à bordo do Fita Azul, meu velhinho e estimado hobie cat 14. (rsss)
    É uma rota que tenho feito com bastante frequência, agradabilíssima por sinal.

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