Arquivo do mês: setembro 2011

A receita da tentação

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Bem! Já que você ficou de quarentena a espera da receita desse desmantelo gastronômico, vou cumprir minha promessa. Pegue papel e lápis e depois corra para o fogão. Deixe o regime de lado e coma que nem um padre. Não deixe de pegar as costelinhas com a mão, pois o melhor de tudo é roer os ossinhos e lamber os dedos.

Ingredientes: Um pacote de costelinha suína; dois dentes de alho; uma colher de sopa de gengibre ralado; uma cebola ralada; duas colheres de sopa de óleo; uma xícara de doce de goiaba picado; uma xícara de água; meia xícara de vinagre branco; seis colheres de molho inglês; uma pimenta malagueta; uma pimenta de cheiro; duas colheres de chá de molho de pimenta; suco de um limão e sal a gosto

Modo de preparo: Tempere as costelinhas com o alho, a cebola, o gengibre, o óleo e o sal. Coloque numa tigela que vá ao forno, cubra com papel filme e deixe descansar no mínimo de 4 horas.

Depois do tempo, retire o papel filme, cubra com papel alumínio e leve ao forno quente por uma hora e vinte minutos. Enquanto isso vá preparando o molho agridoce da seguinte maneira:

Em uma panela coloque o doce cortado em pedaços, a água, o vinagre, o molho inglês, as pimentas, o molho de pimenta e mexa até desmanchar o doce. Deixe apurar até ficar bastante cremoso, esprema o suco do limão e retire do fogo. Reserve.

Passado uma hora e vinte, retire a costela do forno, remova o papel alumínio, e pincele a costelinha com o molho agridoce. Leve ao forno por mais vinte minutos. Vire a costelinha, passe novamente o molho agridoce e leve novamente ao forno por mais vinte minutos.

Retire do forno e bom apetite.

Acompanhamentos: Purê de batata inglesa. Salada verde. Arroz e um vinho que seja do seu agrado.

OBS: Se fizer me convide! Pois já estou com água na boca só em escrever essa receita.

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O peixe saco

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Você já ouviu falar em peixe saco? Pois é! Foi justamente essa raridade oceânica que fez a alegria do nosso companheiro de velejada, até Trinidad, Guilherme. Navegar nesse mundão de mar sem ter muita coisa com o que se preocupar no mundo, as vezes deixa a gente querendo aprontar alguma maldadezinha inocente com alguém. Foi justamente com essa intenção que o nosso comandante Eduardo Zanella, resolveu aprontar uma boa com o Guilherme. Estávamos navegando num mar de fazer inveja a qualquer diretor de filme americano. O azul que refletia do fundo do oceano era de uma cor que dificilmente eu poderia aqui descrever, ainda bem que vocês estão vendo as fotos. O mundo parecia parado no tempo e a gente ali navegando e conversando amenidades cotidianas. Uma linha vinha sendo arrastada a muitas horas e na ponta uma inocente rapala, em forma de lula, tentava enganar algum peixinho guloso. No salão do Itusca, Guilherme e Lucia assistiam um emocionante filme no DVD sem tempo de nem piscar o olho. Nessa hora Dudu levanta, olha em volta e solta uma risada indiscreta e silenciosa. Ele foi até a linha de pesca, amarrou um saco vazio e fez o danado escorregar pela linha até encontrar a rapala. Como foi Guilherme que havia colocado a linha e vinha a muitos dias sonhando em pegar um escamudo, nem que fosse uma piaba, quando a linha esticou Dudu deu um grito: PEIXE!. Guilherme deu um salto, correu para a linha e num passe de mágica começou a puxar o “peixe”. Na plateia, e rindo de felicidade, começamos a dar os palpites de qual peixe poderia ser. Teve quem visse o salto.Teve quem avisasse que era um dourado. Teve até quem apostasse num atum e teve os esforços endiabrados de Guilherme com poses para as devidas fotos. O peixe, ou melhor o saco, pesava e Guiga a cada segundo ficava mais alegre. O bicho foi chegando perto e as máquinas fotográficas foram sendo apontadas para o rosto do pescador. Quando, enfim, ele conseguiu trazer a presa e viu que não passava de uma grande armação, foi uma festa. De tanto descontentamento ele recolheu a linha e naquele dia não quis mais saber de peixe.  

Acompanhe a Refeno pelo SPOT

transparent_spot3A REFENO 2011 tem como item obrigatório de segurança o uso do SPOT. SPOT é um localizador que transmite via satélite a posição exata de onde o equipamento se encontra. Funciona praticamente em qualquer lugar do mundo. Ele foi concebido inicialmente para uso terrestre, mas ultimamente vem sendo utilizado em larga escala por velejadores de oceano. Ele não substitui o EPIRB, que é exigido pela Marinha do Brasil nas embarcações que fazem navegação além de 30 milhas da costa, mas bem que poderia. É um equipamento barato e por isso mais fácil de ser adquirido pelo navegante amador, diferentemente do EPIRB que custa caro e tem elevado custo de manutenção anual. Para mim o SPOT ganha em agilidade e informações repassadas, pois um barco pode ser acompanhado por várias pessoas, a todo momento, durante o seu percurso no oceano e não apenas quando enviar pedidos de socorro. Se você tiver interesse e quiser testar a eficiência desse equipamento basta entrar no site da Refeno e clicar no link Acompanhamento da Regata, assim você pode acompanhar toda a Regata Recife/Fernando de Noronha que larga dia 24 da cidade do Recife.

Natal/Trinidad – Fotos VII – Paramaribo/Suriname

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Para dar água na boca

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O objetivo desse post não é fazer inveja, mas sei que vai ter muita gente que não vai controlar esse pecado e vai ficar se lambendo. Essa delícia de Costelinha de Porco ao Molho Agridoce, e que Lucia prepara com extrema competência, é um pecado da gula para qualquer mortal. Esse ai Lucia preparou Sábado passado é ficou muito além da conta dos sabores. Mas, se você pensa que eu vou escrever a receita agora, pode guardar a caneta e o papel. Pois agora resolvi deixar vocês com água na boca e com a curiosidade aguçada. A amiga Vera Hermida, do veleiro baiano Guma, já batizou o prato de Costela da Lucia. No dia que Lucia preparou esse prato no Guma faltou espaço no cockpit, pois o cheiro se espalhou pela ancoragem, em Itaparica, e apareceu gente até nadando.

Presente, futuro ou será o que?

Esse é o Speeddream 27, um projeto ousado de um estaleiro que busca construir o mais rápido e emocionante monocasco do planeta. Confira Aqui

Simpósio sobre Turismo Náutico foi um sucesso

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O simpósio, Turismo Náutico: Conciliando desenvolvimento e sustentabilidade, promovido pela Fecomércio, cravou a pedra fundamental num assunto que há muito o Rio Grande do Norte e a cidade do Natal navegam em arribada. Os palestrantes Axel Grael, presidente do Instituto Grael, e Ricardo Moesch, coordenador geral de serviços turísticos do Ministério do Turismo, esbanjaram conhecimentos e  indicaram novos rumos a serem seguidos. A Marina de Natal e o turismos náutico em veleiros de cruzeiro foram os assuntos mais discutidos e que renderam os mais calorosos debates, levando todos os presentes a pensar positivamente sobre o assunto. O velejador Axel Grael falou da importância dos projetos sociais voltado para a vela e o sucesso do Projeto Grael. Até o Projeto Navegar, que outrora já foi implantado em Natal e hoje não passa de uma intenção que não  vingou, foi assunto do simpósio da Fecomércio. Axel Grael falou da importância do Projeto Navegar na área social e da necessidade dele acontecer, porque ele não é apenas uma escolinha de vela, o objetivo maior é transformar a vida de crianças carentes e desassistidas abrindo-lhes novos horizontes. Hoje os barcos e equipamentos do Projeto Navegar, que foram trazidos para Natal, estão dentro de um galpão nas dependências do Iate Clube do Natal a espera de uma melhor sorte. Diante de tantas autoridades, empresários, estudantes e profissionais de várias áreas que estavam presentes, senti a falta de representantes da Marinha do Brasil e do Iate Clube do Natal, que, com certeza, enriqueceriam o debate. Parabéns a Fecomércio pela iniciativa e aos palestrantes pelo brilhantismo.