Arquivo do mês: março 2010

MAIS UM NAUFRÁGIO NO RN

Mais um veleiro de bandeira estrangeira, possivelmente Francês, naufragou na costa do Rio Grande do Norte às 10 horas e 30 minutos de hoje. O acidente aconteceu na praia de Enxú-Queimado, litoral norte, e a 500 metros da praia. As primeiras informações são que 3 tripulantes estavam a bordo e foram resgatados por pescadores ligados a colônia de pesca.  

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O QUE ELE ESTAVA PENSANDO?

Quem adivinhar o que Hélio estava pensando olhando para as águas do Rio Potengí, vai ganhar um passeio no super catamarã 2×1. Não vale dizer que ele estava pensando em um novo barco.

TUBAÍNA FLUTUANTE

Um veleiro construído com 12 mil garrafas pet zarpou hoje de São Francisco/EUA para percorrer 11 mil milhas até Sidney na Austrália. Segundo o ambientalista e herdeiro de banqueiro David De Rothschild, o Plastiki, como é chamado barco, o objetivo é chamar a atenção para a poluição dos oceanos. A rota do Plastiki vai cruzar a grande massa de lixo plástico que existe no Oceano Pacifico, com uma extensão maior do que a Grã-Bretanha. O barco pode ser estranho e feito realmente para aparecer, mas que a proposta é boa isso eu não tenho duvidas. Só mesmo uma Tubaína flutuante para chamar atenção do mundo. Para quem não sabe, Tubaína é com são conhecidos os refrigerantes das várias marcas que circulam pelo Brasil afora. Em Enxú-Quaimado/RN a turma chama de cocão.

BRASILEIRO A BORDO

Este texto foi publicado no Jornal Tribuna do Norte, coluna DIÁRIO DO AVOANTE, neste domingo. A coluna é publicada todos os Domingos.

 

Recentemente postei um texto no nosso Blog (diariodoavoante.wordpress.com) comentando dos barcos brasileiros que se encontram navegando pelo mundo. Muitos leitores ficaram impressionados com o número e alguns até me pediram para fazer um levantamento de quantos brasileiros moram a bordo de veleiros no Brasil. A pesquisa não foi fácil, até porque temos um grande número de marinas e clubes náuticos espalhados pelo grande litoral brasileiro e também tem aqueles velejadores que não usam dos serviços nem de um, nem de outro e estão sempre ancorados ao largo de algum belo recanto litorâneo. Mas, com os amigos que temos por ai, tentamos levantar o número e por incrível que pareça, acho até que tem mais gente velejando pelo mundo, do que morando bordo no Brasil.

Velejando pelo mundo, segundo o radar do amigo Hélio do veleiro Maracatu, existem hoje 28 barcos de bandeira brasileira. A grande maioria leva a bordo famílias inteiras. Outra parte se divide em navegação em solitário ou entre amigos. Todos eles levando a bordo muitos sonhos e grandes perspectivas de um mundo melhor, mais humano, mais sincero, mais amigo e em paz.

São pessoas que sentiram a necessidade de abrir mão da vida urbana, com todos os seus confortos e loucuras, e que se lançaram ao mar em busca, não da eterna aventura náutica, mas de uma qualidade de vida que nunca encontrariam em suas cidades.

São pessoas que buscam na adrenalina de uma boa velejada, o combustível para prolongar a vida por mais um punhado de anos pela frente.

Essa grande família de cruzeiristas brasileiros, que riscam os mares do mundo, não são os pioneiros, nem estão possuídos desse espírito, são apenas seguidores de outros velejadores que já provaram que não precisamos de camadas e mais camadas de tradições náuticas para realizar um sonho de uma volta ao mundo de veleiro. Precisamos apenas de uma pequena dose de coragem para soltar as amarras. A vida, os ventos, as correntes, o mar e a natureza se encarregam do resto.

Para grande parte dessa turma que sai por ai ao sabor dos ventos, Natal é um dos últimos portos no Brasil. Apesar de nossa pequena estrutura náutica, temos uma excelente localização geográfica para quem se dirige ao Caribe, que é o destino mais procurado. Portanto se você quer saber mais sobre essa turma de sortudos, é só ficar de olho nas águas do Potengí e procurar por eles. Sempre tem algum veleiro pronto para ganhar o mundo e uma tripulação louca para um bom bate papo.

A força tarefa dos que moram a bordo no Brasil parece ser menor do que a gente imagina. De Aracajú a Natal, apenas nós do Avoante, segundo foi o que apurei. Em Salvador, apesar da grande quantidade de veleiros, a turma de moradores não deve passar de 10. O Aratu Iate Clube, segundo o que me passou o amigo e velejador Claudio do veleiro Anne, fica com a maior parte, cinco. Os outros cinco ficam por minha conta e risco.

No Rio de Janeiro, não consegui nenhum informação, apesar de ter pedido ajuda a amigos que navegam por lá e moram a bordo, mas pela grande tradição náutica carioca em barcos de cruzeiro, acho que deve ser a fatia do bolo.

O litoral paulista, outro de grande concentração de veleiros e com lugares famosos como Ubatuba e Ilha Bela, também não recebi nenhuma notícia. Mas, não devem existir mais do que 15 barcos sendo usados com esse fim.

No Rio Grande do Sul, segundo me informou o Danilo do site popa.com, não tem ninguém morando a bordo. Isso para mim foi uma surpresa, levando em conta a grande tradição gaucha em clubes náuticos, entre eles o Veleiros do Sul e ao grande número de estaleiros montados naquelas bandas do Brasil.

Sei que minha pesquisa não tem nenhum valor cientifico e também é recheada de enormes furos numéricos e de informações, mas isso pode ser também a melhor prova de que apesar do nosso vastíssimo litoral, o velejador brasileiro ainda não acredita que um pequeno veleiro possa substituir o conforto de uma boa casa, nem se sente seguro para soltar as amarras de uma vida que, em muitos casos, o sufoca.

 Minha pesquisa continua e quem sabe em outra oportunidade o nosso Radar possa refletir a verdade.

 Nelson Mattos Filho

Velejador

O TROFÉU JULIO VERNE É DO GROUPAMA 3

O maxitrimarã Groupama 3, comandado pelo francês Franck Cammas conseguiu ganhar o Troféu Julio Verne depois de bater o recorde anterior com mais de dois dias de vantagem. O tempo exato foi de 48 dias, 7 horas e 44 minutos, quando o Groupama 3 cruzou a linhas de chegada no Farol Creac’h, França, neste Sábado. A vantagem foi de 1.412 milhas, em relação ao Orage 2, para dar uma volta ao mundo em menos de 50 dias.  

VELA, ROCK E LED ZEPPELIN

Para colocar mais adrenalina numa boa velejada de final de verão, nada melhor do que um velho e bom rock do Led Zeppelin.

O BARCO SOLAR

Fabricantes franceses desenvolvem um barco movido a energia solar para dar uma volta ao mundo. O PlanetSolar com 500 painéis solares e que devem produzir 1.000 watts de energia por dia, tem 31 metros de comprimento e 15 de largura, quando ancorado. Navegando seu tamanho passa para 35 metros de comprimento e 23 de largura, devido aos painéis solares que se abrem. O barco de 58 toneladas, deverá navegar a menos de 9 nós.