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O Kilimandjaro foi bem ali!

OLYMPUS DIGITAL CAMERA         Tanzania_relief_location_map.svgSegundo pesquei no Wikipédia, de onde copiei também as fotos, o monte Kilimanjaro com seus 5 891,8 m, que significa montanha branca na língua Masai, ou montanha brilhante em Kiswahili, está localizado no norte da Tanzânia e é o ponto mais alto da África. O monte é um antigo vulcão, que ainda apresenta amuos de atividade, com o topo coberto de neve oferecendo um belo espetáculo da natureza em meio a uma planície de savana. O monte já foi área de caça, decretado pelo governo colonial alemão no começo do século XX, e desde de 1973 foi declarado como Parque Nacional. Bem todo esse moído inicial é apenas para falar de outro Kilimandjaro, não outro monte, porém, de um valente veleirinho branco, modelo Velamar 32, irmão quase gêmeo do Avoante, que é um Velamar 33.

Kilimandjaro 

Pois bem, esse Velamar 32 construído em 1978, içou as velas do Rio de Janeiro dia 6 de Dezembro de 2013, sob o comando do capitão Philippe e da imediata Frederique, para um passeio básico até a Cidade do Cabo, lá na costa da África, e num folego só voltar ao Brasil, onde reaportou em 17 de Fevereiro de 2014. Essa é mais uma prova de que nada impede a realização de um sonho, a não ser os empecilhos e medos que criamos em nossa mente. Desde já parabenizo tardiamente o casal Philippe e Frederique e convido o leitor a acessar o blog Veleiro Kilimandjaro para saber muito mais sobre essa fantástica velejada.  

O relato emocionante de uma travessia

08032013

“Era para ser uma viagem sem muitas novidades, a não ser, o fato de que a faríamos no sentido contrário ao da quase totalidade dos velejadores. Pois não estaríamos vindo de Cabo Verde para Natal/RN, a favor das correntes e dos ventos, mas indo de Natal para Cabo Verde (CV), com esses elementos todos na cara.
A tripulação era o Jorge, um português dono do barco, e eu. Ele com mais de 40 anos de experiência em delivery e eu com muita vontade de aprender. O barco, um veleiro modelo clássico de 28 pés, construído na Inglaterra, chamado Oliver.”

Assim começa o relato da travessia Natal/Cabo Verde, feito pelo velejador Antônio Carpes, o gaúcho mais potiguar do Brasil. O que era para ser uma tranquila navegada pelo Oceano Atlântico acabou sendo uma lição de vida que deve marcar para sempre a vida do Antônio, inclusive com uma demonstração sem sentido de abuso de autoridade por parte de alguns oficiais da imigração de Cabo Verde, fato noticiado aqui no Diário do Avoante em dois posts, Notícia preocupante e O Sol voltou a brilhar para Antônio. Viva!, e que gerou uma enorme onda de solidariedade e apoio. Agora saiba como tudo aconteceu acessando o blog Papo de Velejador, editado pelo gaúcho de alma boa e muito bom de papo.