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Bar do Cobra Choca e os glutões do mar

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Bem, vou tentar explicar essa farra gastronômica para vocês e até já falei em outro post com o título Um maracatu em Natal. Nosso amigo Elder Monteiro, esse que aparecesse na quinta foto suando mais do que um cuscuz, chama esse prato de Osso de Dinossauro, mas o nome “cientifico” é Chambaril e ele é servido no Bar do Cobra Choca, um pequeno e famoso restaurante localizado no bairro do Bom Pastor, em Natal. Faz anos que eu e Lucia conhecemos o Cobra Choca, mas os jaibes que a vida obriga a gente a dar fez com que andassemos afastados de suas mesas simples e daquele ambiente despojado de salamaleques. Mas nunca esquecemos dos sabores deliciosos e carregados que saem dos fogões daquela casa. No ano passado Elder convidou o casal Helio e Mara, veleiro Maracatu, e o comandante Jordi, barco Ferrara, para comer um Osso de Dinossauro e quando ele falou onde era, nos embarcamos mais do que depressa na ideia e juntamos mais uma turma de velejadores para encarar o prato. A farra gastronômica foi de lascar o cano e saímos de lá mais empanzinados do que um padre depois de um bom almoço. O comandante Jordi gostou tanto do prato que na semana seguinte convidou todo mundo para encarrar novamente o bicho e assim fomos mais umas duas vezes e  a cada ida, o bucho ficava mais dilatado. Nesse ano de 2011, com a chegada dos velejadores visitantes da Regata Fernando de Noronha/Natal, Elder voltou a carga e reiniciamos a romaria ao Cobra Choca para alegria do Fernando, veleiro Andante, que se agarrou com o osso e quase que esquece a esposa Paula. Hugo e Catarina, veleiro Maruja e Rubens, veleiro Dóris, ficaram tão impressionados com a comilança que quase não falavam. O pirão do Chambaril, que aparece na terceira foto, é um caso a parte de tão bom e para completar o pecado da gula, a turma ainda enfrentou um prato de galinha caipira enfeitado com os ovinhos amarelos. Do Chambaril  não sobrou nada e até tutano foi devorado, mas o osso ninguém roeu.