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O Anakena já está no Porto

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Com essa imagem do Porto de Maceió, anunciamos a chegada do catamarã Anakena, que havia partido para a 1ª Expedição Oceânica Maceió a Ilha de Ascensão, mas teve que retornar devido a problemas com cabos que sustentam o mastro. Leia o relato do comanante Eugênio Lisboa, falando do problema que tiveram a bordo e deixando a rota aberta para uma nova investida.

Prezados parentes/amigos,

Saímos para Ascension Island na sexta-feira no final da tarde, às 17h 45min.

Durante todo o final de semana o vento era ESE o que dificultou muito conseguirmos seguir em direção à Ascension (o rumo ideal era 110 Magnéticos, 87 verdadeiros).

Resolvi descer em latitude até o través do Recife, sempre tentando se afastar o máximo da costa brasileira.

Na altura do Recife os ventos continuavam ESE e resolvi dar um bordo positivo de 23 horas com ajuda dos motores (1900 rpm).

Nesse bordo fomos até o través de Maceió, precisamente até a altura da Praia do Saco, ligeiramente ao sul de Maceió.

Durante todo esse percurso o mar estava com ondas desencontradas e também apareceram muitos marulhos. As ondas chegaram a mais de 3 metros, com algumas mais altas. Essa agitação somada a ventos que facilmente ultrapassavam 30 nós devem ter desencadeado o incidente que tivemos e que será mais detalhado abaixo.

Quando chegamos na altura de Maceió, vi que poderia dar um bordo já praticamente em direção a Ascension. O vento naquele momento havia mudado para SE e poderíamos rumar no limite da orça.

Na terça-feira, de madrugada, precisamente as 00h 05min, ao abrir a buja, escutei um forte barulho e vi que a buja havia caído do mastro.

Chamei todos os tripulantes para ajudar na recuperação da buja. Metade da vela estava dentro da água. Após alguns minutos conseguimos coloca-la sob o convés do Anakena e fomos analisar a situação.

Após verificar o terminal e a chapa de inox que prende o cabo de aço da buja no topo do mastro, cheguei a conclusão que devido aos grandes esforços sofridos a chapa de inox foi abrindo, deve ter quebrado o contra-pino e a partir daí era só esperar o pino ir saindo do encaixe para que o incidente ocorresse.

Como esse cabo de aço é o principal cabo de proa que ajuda na fixação do mastro e como não dava para reparar naquela situação, resolvi dar meia volta e rumar para Maceió. Após o incidente os brandais e ovens ficaram mais folgados e resolvi não abrir a genoa, que é fixada no gurupés, para não sobrecarregar a mastreação e evitar uma possível queda do mastro, que ocorreria caso o cabo de aço da genoa também viesse a soltar ou se romper. Não sabia naquele momento o real estado do fixação desse cabo e não havia possibilidade de subir no mastro com a grande agitação marítima para ter certeza de que poderíamos ou não usar a genoa.

Estávamos a 260 NM de Maceió e a 1010 NM de Ascension. Como tinha bastante diesel nos tanques, liguei os motores para ajudar a vela mestra (1900 rpm, para consumir pouco diesel). Levamos exatamente 48 horas para retornar a Maceió.

Infelizmente não foi dessa vez que conhecemos a ilha de Ascension.

Eugênio Lisboa Vilar de Melo Júnior

O Anakena está voltando ao Porto

Boletim Extra

A navegada do catamarã alagoano Anakena pelas águas do Atlântico até a ilha britânica de Ascensão, teve um revés na noite de ontem, 08/07. Uma avaria no cabo da vela buja levou a tripulação a decidir, por prudência e zelo, pelo retorno a Maceió/AL, segundo informações da equipe de terra comandada pelo navegador Mário Engles. Mas hoje, 09/07, logo cedo recebi um telefonema do navegador paraibano Wilson Chinali, que é um atento e apaixonado nos assuntos das navegações, informando que alguma coisa havia acontecido com Anakena, pois ele estava voltando ao Porto de origem. Essa observação do amigo e leitor Wilson é mais uma prova da grande importância do localizador SPOT, ver SPOT do Anakena, para a segurança de uma embarcação e dos tripulantes. Agora vamos ficar atentos para o bom retorno do Anakena, que pelos cálculos do Wilson deve estar no Porto na tarde do dia 11/07. Porém, ainda hoje teremos informações oficiais da equipe de apoio em terra.

Um Sábado no cockpit

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Sábado passado, 21/04, acordei com a melhor das intenções para estudar para a prova de Capitão Amador que acontece está semana. Sabendo que a prova está a cada ano mais difícil, inclusive aumentando o degrau para a navegação astronômica e todo o seu saudosismo, queria mandar ver nos estudos. Até que comecei bem o dia, espalhando todas as apostilas e livros pela mesa de bordo, mas como o Avoante é igual a coração de mãe, e sempre cabe mais um, o que seria um dia de estudos virou uma prazerosa reunião de amigos no cockpit. Primeiro chegou o potiguar/alagoano Eugênio com muita história para contar sobre a 1ª expedição náutica alagoana até as ilhas orientais brasileiras Trindade e Martim Vaz, organizada e cumprida por ele a bordo do veleiro Anakena. A expedição do Anakena foi tão sensacional e proveitosa que Eugênio já marcou o retorno a Trindade para o mês de Janeiro de 2013. O Sábado no Avoante foi seguindo seu curso na história e novos amigos foram se engajando ao conforto do cockpit, regado a umas cervejinhas geladas já que ninguém é de ferro. Chegou o casal alto astral Antônio/Rosângela, o fera do mergulho Afonso Melo, o casal velejador Noronha/Welshe e para fechar a tripulação do Sábado no cockpit chegou o casal Airton Galvão/Cândida e as filhas Marina e Antônia (ainda de colo).  Da expedição alagoana a conversa variou  para causos hilários, assuntos do dia a dia, muitas risadas e terminou num delicioso peixe ofertado pelo David, comandante da lancha Miss Mares 38, que acabava de chegar da pescaria. E os estudos? Sei não, mas acho que a prova vai ser pesada!   

Uma expedição arretada!

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Essa é para aqueles que vivem sonhando com uma boa velejada a uma ilhazinha distante encravada no meio do oceano. O velejador Eugênio Lisboa, que hoje é mais alagoano do que papa-jerimum, vai realizar a primeira expedição saindo de Maceió até as remotas ilhas de Trindade e Martim Vaz. O barco é o Anakena, que tem esse nome em homenagem a uma praia da Ilha de Páscoa, um super equipado multicasco de 36 pés, produzido pelo estaleiro maranhense Bate Vento. Eugênio é um apaixonado pelo mar e já estudou tudo sobre as ilhas e sobre a rota que vai enfrentar. Nada passa despercebido e tudo é visto e revisto várias vezes ao dia. O Anakena já está em seco na Federação Alagoana de Vela e Motor passando por minuciosa revisão e seus quatro tripulantes estão contando as horas para soltar as amarras. Veja o convite de Eugênio e siga você também essa velejada:

No próximo dia 20/01/2012, sexta-feira, zarparemos no Veleiro Anakena com destino às Ilhas da Trindade e Martim Vaz.
Trata-se da primeira expedição partindo de Maceió com destino a mais remota ilha brasileira no Atlântico Sul. É lá onde o Brasil começa.
A distância que separa Maceió da Ilha da Trindade é de cerca de 750 milhas náuticas.
A nossa previsão é de uma viagem tranquila e que deve durar entre 4 a 6 dias para chegarmos ao nosso destino.
A tripulação do Veleiro Anakena será composta por mim e mais 3 tripulantes, todos da Federação Alagoana de Vela e Motor – FAVM (Cláudio Vieira, Posidônio Tavares e Edgardo Esteban).
Caso queiram acompanhar nossa viagem estamos disponibilizando o link para visualização do rastreio do meu SPOT.
Informamos que, em face da cobertura da Globalstar, em alguns pontos da viagem a visualização do rastreio poderá não estar disponível, voltando algumas horas após. Isso acontece pela ocorrência de áreas com fraca cobertura de satélite.
Basta seguir o  link do SPOT DO ANAKENA, que está no blogroll do Diário do Avoante, para checar minha localização atualizada