Salve, salve o Bar a Vento

IMG_0195 Parece que foi ontem que nos despedimos dos amigos Gil e Alípio que saiam para uns bordo pelos mares do mundo a bordo do Bar a Vento, veleiro que com certeza deixou muitas saudades por ai, porque a tripulação é dotada de uma simpatia sem igual e são simplesmente arretados de bons. No comecinho da noite de ontem, 27/11, avistei um veleiro se aproximando do fundeio da Ilha de Itaparica, mas as sombras da noite serviram de cortina e infelizmente não aprimorei a visão. Hoje, ao abrir os olhos para saudar o mundo e mais uma vez ficar encantado com a beleza da baiana ilha maravilha, botei os olhos no casco vermelho e de pronto achei que era um velho conhecido. E era! Gil, Alípio e Bar a Vento, sejam bem vindos e que o Senhor do Bonfim e seu séquito de Orixás o abençoem. 

É assim!

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“…A primeira aventura náutica sempre é lembrada de duas maneiras: Ou foi uma experiências maravilhosa, recheada de planos futuros; ou foi um terror que não vale ser relembrada. No nosso caso foi maravilhoso e mesmo assim, não deixou de ter seus momentos de dúvidas e apreensões…”

Chikun o que?

dengue4-marcelogrbh Caro leitor, não é preciso certificar se realmente acessou o blog correto, porque essa é uma postagem que deve interessar a todo mundo e principalmente aqueles que usam o mar e adoram ancorar suas embarcações em recantos isolados do litoral brasileiro. A Febre Chikungunya (Pense num nome esquisito?), que já atinge mais de 500 pessoas no Brasil e principalmente na Bahia, avança a passos largos nas asas do mesmo mosquito transmissor da Dengue e já pode ser considerada a doença do próximo verão. O nome é difícil sim, mas não devemos descuidar da prevenção e todos podem contribuir.

Saiba mais sobre a Febre Chikungunya

O que é?

A Febre do Chikungunya é uma doença infecciosa febril, causada pelo vírus Chikungunya, que pode ser transmitida pelos mosquitosAedes aegypti e Aedes albopictus.

Como saber se tenho?

O vírus só pode ser detectado em exames de laboratório. São três os tipos de testes capazes de detectar o Chikungunya: sorologia, PCR em tempo real (RT‐PCR) e isolamento viral. Todas essas técnicas já são utilizadas no Brasil para o diagnóstico de outras doenças e estão disponíveis nos laboratórios de referência da rede pública.

Já existem casos no Brasil?

Até o dia 18 de outubro de 2014, o Ministério da Saúde registrou casos de Febre Chikungunya no Brasil, que ocorreram nos estados do Amapá, Bahia e Minas Gerais.

Como prevenir?

Como a doença Chikungunya é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas suas casas e na vizinhança. As medidas que as pessoas devem tomar são exatamente as mesmas recomendadas para a prevenção da dengue, basicamente, não deixar acumular água em recipientes.

Quais os principais sinais e sintomas?

Os principais sinais e sintomas são febre acima de 39 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Entretanto, cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.

Se um pessoa for picada por um mosquito infectado necessariamente ficará doente?

Não. Em média, 30% das pessoas infectadas são assintomáticas, ou seja, não apresentam os sinais e sintomas clássicos da doença.

Em que deve consistir o tratamento?

O tratamento sintomático é o indicado, ou seja, os sintomas são tratados com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (anti-inflamatórios). Não é recomendado usar o ácido acetilsalicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. Recomenda-se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.

Para mais informações, clik no link: Ministério da Saúde

Caso Tunante II

Familiares e amigos dos tripulantes do veleiro argentino Tunante II, que desapareceu nas águas do Atlântico Sul há mais de 80 dias, anunciam que a partir de agora as buscas continuam apenas via internet e dizem que as esperanças estão renovadas em encontrar todos os quatro tripulantes com vida. Foram percorridos mais de 8 mil quilômetros de oceano entre o Brasil e Uruguai, onde possivelmente o Tunante II navegava, e apenas a balsa salva-vidas do veleiro foi encontrada e sem indícios claros que tenha sido utilizada pelos tripulantes. O caso Tunante II passa a fazer parte dos grandes mistérios que envolve a navegação moderna e dificilmente alguém, em sã consciência, possa resolver essa incógnita. Pitacos, teorias e boatos podem até esquentar os bate-papos dos palhoções de clubes e marinas, mas nunca passarão da segunda fase que é o tira teima da prática e da vontade exacerbada de um navegante em se fazer ao mar, mesmo que ele esteja cometendo todos os erros do mundo pela lógica dos manuais. Me alinho ao grupo dos esperançosos e solidários com a família Tunante II, porque sei que a música que vem do mar encanta o homem.       

Visita surpresa e uma velejada arretada

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Domingo, 23/11, pretendíamos soltar as amarras que prendiam o Avoante ao píer do clube Angra dos Veleiros, no bairro da Ribeira, porém, na vida de um velejador de cruzeiro nem tudo precisa ser tão perfeito como nariz de santo e assim as programações vão mudando ao sabor das vontades, preguiças, meteorologia e outros porquês, pois motivo é o que não falta. Mas o tempo na Bahia também não estava assim tão firme e fomos ficando. Para nossa surpresa, no comecinho da noite recebemos uma mensagem do amigo e velejador potiguar Ricardo Maia, querendo saber por onde andávamos e quando respondi que estava no Angra dos Veleiro ele treplicou: - Mas homi, estamos aqui em frente! Ricardo e Jacqueline estavam passando de carro por Salvador, indo para o Rio Grande do Sul, e resolveram parar uns dias na capital baiana. Convidamos o casal para vir a bordo, depois fomos festejar o reencontro saboreando uma pizza no largo da Ribeira e marcamos velejar no dia seguinte até a Ilha de Itaparica. Convite aceito de pronto!

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A Segunda-Feira amanheceu com tempo bom, vento leste e a Baía de Todos os Santos com seu tradicional tapete de águas. Foi uma travessia fantástica toda feita em asa de pombo e sem precisar usar o motor em momento algum. Ricardo, velejador nato e apaixonado, festejou a travessia com um largo sorriso no rosto e não largou o comando hora nenhuma.

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A noite, diante da Lua cavaiando, comemoramos a tranquilidade do fundeio na Ilha no cockpit saboreando um delicioso risoto de rúcula com tomate seco, que infelizmente não deu tempo de fotografar, mas o café da manhã de hoje, Terça-Feira, 25, foi registrado para a posteridade e provocar alguma invejasinha. Ricardo e Jacqueline desembarcaram e retornaram a Salvador para seguir viagem rumo ao Sul e nos ficamos curtindo a saudade desses casal que é uma simpatia.  

El Niño preguiçoso?

EL NINOOlhando para o tempo esquisito e chuvoso da última semana em Salvador/BA, e que ainda persiste nesse Domingo, 23/11, lembrei de uma postagem no blog Popa.com.br, em que fala da possibilidade tardia do fenômeno El Niño. O artigo é do Blog MetSul e é assinada pelo Professor Eugenio Hackbart e lá está escrito assim:

Esta será a sexta semana consecutiva em que o Pacífico Central Equatorial apresenta anomalia de temperatura da superfície do mar (TSM) igual ou superior a +0,5ºC, ou seja em patamar de El Niño. Para que se caracterize um episódio de El Niño, entretanto, as anomalias de TSM devem seguir em +0,5ºC ou mais por várias semanas seguidas até atingir, ao menos, três meses, logo a condição oficialmente ainda é de neutralidade (ausência dos fenômenos La Niña e El Niño) neste momento.

A persistência agora do Pacífico Equatorial quente já por um mês e meio e ainda a tendência de manutenção do quadro sugerem a possibilidade de que nas próximas semanas possa ser oficializado um episódio de El Niño. O boletim de ontem do NOAA, o órgão de previsão climática do governo dos Estados Unidos, indicou probabilidade perto de 60% de que o verão nosso se dê com a presença do El Niño. O fenômeno, em regra, traz mais chuva para o Rio Grande do Sul, mas não é garantia por si só de verão chuvoso. O verão de 2005, por exemplo, ocorreu com El Niño e teve estiagem forte. Os clientes da MetSul recebem uma análise completa e detalhada sobre a situação do Pacífico, a sua evolução e quais as prováveis consequências.

Construindo o sonho

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Construir um veleiro não é tão simples assim e acho até que quando o amigo e velejador Jovito Melo estava a procura de um bom título para seu blog, ele sabia o que o esperava. Porém, esse é um assunto que rende muitas garrafas vazias de cerveja e longas horas de discursão em qualquer mesa onde estiver reunido menos de meia dúzia de velejadores. E olhe que é um bom assunto! Bem, Jovito que mora em Arapiraca, cidade alagoana conhecida como grande produtora de fumo e um pouquinho distante do mar, comprou um projeto do POP 25, do Roberto Barros (Cabinho), e no Blog Simples assim conta todos os percalços, acertos, traumas e experiências que vem adquirindo ao longo da jornada de construtor naval amador. Ele pede que as pessoas não se acanhem em dar um pitaco ou mesmo uma simples espiadela de quem não quer nada, mas querendo, pois o que ele quer mesmo é aprender, corrigir os desacertos e quando tudo acabar, levar seu veleiro para singrar os mares. Simples assim!