El Niño preguiçoso?

EL NINOOlhando para o tempo esquisito e chuvoso da última semana em Salvador/BA, e que ainda persiste nesse Domingo, 23/11, lembrei de uma postagem no blog Popa.com.br, em que fala da possibilidade tardia do fenômeno El Niño. O artigo é do Blog MetSul e é assinada pelo Professor Eugenio Hackbart e lá está escrito assim:

Esta será a sexta semana consecutiva em que o Pacífico Central Equatorial apresenta anomalia de temperatura da superfície do mar (TSM) igual ou superior a +0,5ºC, ou seja em patamar de El Niño. Para que se caracterize um episódio de El Niño, entretanto, as anomalias de TSM devem seguir em +0,5ºC ou mais por várias semanas seguidas até atingir, ao menos, três meses, logo a condição oficialmente ainda é de neutralidade (ausência dos fenômenos La Niña e El Niño) neste momento.

A persistência agora do Pacífico Equatorial quente já por um mês e meio e ainda a tendência de manutenção do quadro sugerem a possibilidade de que nas próximas semanas possa ser oficializado um episódio de El Niño. O boletim de ontem do NOAA, o órgão de previsão climática do governo dos Estados Unidos, indicou probabilidade perto de 60% de que o verão nosso se dê com a presença do El Niño. O fenômeno, em regra, traz mais chuva para o Rio Grande do Sul, mas não é garantia por si só de verão chuvoso. O verão de 2005, por exemplo, ocorreu com El Niño e teve estiagem forte. Os clientes da MetSul recebem uma análise completa e detalhada sobre a situação do Pacífico, a sua evolução e quais as prováveis consequências.

Construindo o sonho

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Construir um veleiro não é tão simples assim e acho até que quando o amigo e velejador Jovito Melo estava a procura de um bom título para seu blog, ele sabia o que o esperava. Porém, esse é um assunto que rende muitas garrafas vazias de cerveja e longas horas de discursão em qualquer mesa onde estiver reunido menos de meia dúzia de velejadores. E olhe que é um bom assunto! Bem, Jovito que mora em Arapiraca, cidade alagoana conhecida como grande produtora de fumo e um pouquinho distante do mar, comprou um projeto do POP 25, do Roberto Barros (Cabinho), e no Blog Simples assim conta todos os percalços, acertos, traumas e experiências que vem adquirindo ao longo da jornada de construtor naval amador. Ele pede que as pessoas não se acanhem em dar um pitaco ou mesmo uma simples espiadela de quem não quer nada, mas querendo, pois o que ele quer mesmo é aprender, corrigir os desacertos e quando tudo acabar, levar seu veleiro para singrar os mares. Simples assim!     

A força dos ventos

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O velejador baiano Haroldo Quadros, incansável pesquisador e navegador das paragens internéticas, enviou algumas curiosidades sobre a força dos ventos sobre o planeta Terra e que são registradas como recordes nas páginas digitais da enciclopédia livre Wikipédia. Vejamos:

Acredita-se que cada um destes recordes seja um valor oficialmente medido por instrumentos meteorológicos dentro dos padrões da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Recordes de velocidade do vento

  • Maior velocidade registrada: 484±32 km/h, numa rajada de 3 segundos; observada por um radar Doppler, durante a passagem de um tornado próximo à cidade de Oklahoma, EUA, em 3 de maio de 1999.
  • Maior velocidade registrada com um anemômetro: 407 km/h, numa rajada de 3 segundos em Barrow Island, Austrália Ocidental, 10 de abril de 1996, durante o ciclone tropical Olivia.
  • Maior velocidade registrada por um anemômetro, fora de um ciclone tropical ou tornado: 372 km/h, na média de um minuto; Monte Washington, Nova Hampshire, EUA, 12 de abril de 1934.
  • Maior média de velocidade no período de 1 dia: 174 km/h, Port Martin (Terra Adélia), Antártida, entre 21 e 22 de março 1951.

Jornal Almanáutica e o Diário do Avoante

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A edição número 15 do Jornal Almanáutica já está a disposição gratuitamente nos clubes e marinas Brasil afora, com notícias e matérias sobre tudo o que vem acontecendo no mundo náutico. Tem reportagem sobre o desafio da Volvo Ocean Race, curiosidades como o cardápio servido a bordo do Titanic momentos antes do choque com o iceberg e muito mais. Quem desejar pode acessar a versão online através do blog Almanáutica. Para nossa surpresa e alegria na seção Biblioteca de Bordo, assinada pela Moana livros, a indicação dessa vez é para o livro Diário do Avoante, que pode ser adquirido também através do site da Moana

 

A tribo dos pés-descalços

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O texto abaixo, que muito me emocionou, foi escrito a quatro mãos por Maria Alice e Ricardo Descardeci, que estiveram a bordo do Avoante, no mês de Outubro, para o Curso de Vela de Cruzeiro. Não é preciso dizer mais nada, porque o texto já diz tudo.

A tribo dos pés-descalços

Por Maria Alice e Ricardo Descardeci

Futuros donos de uma oca flutuante

 

Um dia desses conheci um povo: a tribo dos pés-descalços. Logo me identifiquei com eles. Também gosto dos meus pés descalços, sentindo a rugosidade do solo, ou sua maciez; seu calor ou frio. Pessoas muito interessantes!

São nômades e vivem em ocas esparramadas pelo mundo inteiro, cada qual com seu cacique, e uma bandeirinha a flamejar. Se a vizinhança não está boa, alinham a oca em outra direção e partem! Caso contrário, vivem por ali até que suas almas inquietas lhes indiquem a hora de ir, e para onde.

Compõem grupos familiares pequenos, em sua maioria apenas o casal, não sendo raros os casos de caciques solitários. Conhecidos pela solidariedade, de tudo fazem um pouco, ajudam hoje e provavelmente serão ajudados amanhã. Trocam dicas, peças, cartas, juntam panelas.

Eu diria que são minimalistas: pequenas ocas, espaços limitados, pouco pra juntar, mas muito a contar. Ah! Isso sim! Conversam bastante! Suas histórias parecem não ter fim, e uma puxa a outra, entre os goles de alguma bebida e um tira-gosto. Acho que por motivo do isolamento a que se colocam sempre que desejam, falam pelos cotovelos!

Considero seriamente me juntar a essa tribo. Vida simples, natureza, emoção, adrenalina e paz. E, pra ajudar, também gosto de ficar descalço. Meus pés doem quando estão calçados. Apesar de superprotegidos pelo sapato, gostam de ar. De brisa mesmo! Talvez porque Deus me deu um joanete, ou talvez porque gosto de me arriscar a pisar em pedras, não canso de admirar estes “índios” de ocas flutuantes.

Conhecer este povo me deixou intrigado: como é que conseguem se sustentar? Ocas flutuantes devem quebrar muito. A contar pelo capricho e amor que demonstram pelas suas, devem gastar um montão de dinheiro nelas… Não sei. Não parecem índios ricos. Afinal, têm os pés descalços!

Outra coisa também me intriga: passam despercebidos e praticamente não são notados pela nossa sociedade. Nosso governo praticamente não investe em portos seguros para ocas desta tribo. Apesar de falarem pelos cotovelos e serem muito solidários, pouco reivindicam. É, que tribo interessante esta dos pés-descalços!

Quero me juntar a eles! Mas não será fácil me desvencilhar de meu modo de vida. Conseguir resolver isto é para poucos… Posso começar tirando os sapatos. Mas o piso quente do asfalto vai me machucar. Posso doar, vender, emprestar… Por que juntei tantas coisas? Pelo que vejo, precisa ser tudo ao mesmo tempo: desnudar os pés e pisar logo no mar!

O lado fácil é que não preciso ser rico. Basta vender meu sítio, ou minha casa, e comprar uma oca. Tenho que aprender a dirigi-la. Acho que isto eu consigo. Vou precisar afinar meu contato com os deuses: como vou dominar os ventos, caro deus Éolo? Como enfrentar os mares, meu já conhecido Netuno? Minha estratégia será me aproximar deles e com muito respeito. Pedir, de cara, suas permissões e bênçãos. E com elas, me lançar na aventura de um sonho que agora será o meu! Possam estes amigos honestos e destemidos de pés descalços continuar a me dar o exemplo de vida e liberdade que praticam.

Tribo legal, esta dos pés-descalços!

Dois potiguchos a bordo do Avoante

10 Outubro (162)

No finzinho de Outubro tivemos a alegria de receber a bordo Antônio Carpes e Rosângela, um casal arretado de bom e que temos o maior carinho. Tônho e Rosângela vieram a Salvador para assistir ao casamento de minha filha e ficaram por uma semana para sentir como é gostoso navegar nas águas da Baía de Todos os Santos. Continuar lendo

Hoje o dia é Dele

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Hoje não tem mar, porque hoje é o dia dessa pessoa fantástica, alegre, cativante, fofinho, extremamente amoroso, carinhoso e um grande comilão. Vou dizer mais: Não adianta ninguém tentar discorrer loas de patrulha contra o Macdonald e seu famoso Big Mac, pois com certeza as palavras se perderão ao vento. Nelsinho é o cara mais amado do mundo e que sou apaixonado há 29 anos. Parabéns meu FILHO!